sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

A Importância da Juventude na “Polis”




Em Aristóteles aprendemos que o Indivíduo não se basta a si próprio e não pode resolver as suas necessidades primárias por si só. Enquanto Indivíduo não consegue encontrar as suas virtudes sozinho. A sua felicidade só pode ser encontrada em sociedade. Naturalmente, sendo o Homem um ser politico na partilha e na complementaridade é que se realiza. Dai que a tendência para a vida social com ele nasce. Vivendo em sociedade, o seu ajuntamento num enquadramento politico surge numa lógica natural. Primeiro junta-se em família, várias famílias juntas formam a aldeia, e um conjunto de aldeias dão origem a Polis. A finalidade desta união é a felicidade de estarem em conjunto, pois o homem é um animal social porque só pode encontrar a felicidade dentro de uma comunidade.
É nesta perspectiva que a juventude dos Açores, que representa uma significativa faixa da população da Região, não deve prescindir do seu envolvimento nos mais diversos níveis de actuação politica, social, económica e cultural. Cabe às classes governantes – Autarquias e Governo – como estruturas politicas e de poder de decisão, proporcionar à juventude lugares de debate de ideias e de pensamentos e a sua integração nas comunidades a que pertencem. Uma forte aposta na juventude, como fonte de renovação de mentalidades, incentivará o aparecimento de novas ideias e iniciativas e fomentará o diálogo entre gerações numa mútua aprendizagem e aceitação de novos valores. A sua intervenção para a apreciação e compreensão dos seus problemas são factores fundamentais para que as tomadas de decisão conduzam às medidas que levem às melhores soluções. Por isso, as politicas de juventude só têm significado e são eficazes quando compreendidas pelos jovens, quando feitas com eles e para eles.
Para que a juventude dos Açores possa encontrar a sua felicidade na “Polis” continua a ser fundamental a criação de postos de trabalho necessários à quantidade de jovens sem emprego, medidas adequadas ao abandono e desertificação de algumas das nossas pequenas ilhas e um politica de transportes aéreos e marítimos, com ligações regulares em todas as ilhas e a preços acessíveis a todos.

Cláudio Almeida
Ponta Delgada, 14 de Agosto de 2007
Http://paralelo37.blogspot.com

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